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segunda-feira, janeiro 24

Quase Sólidos no JGE

A Trupe apresenta seu espetáculo Quase Sólidos no 17º Janeiro de Grandes Espetáculos, dia 30, no Teatro Barreto Júnior. A peça aborda a liquidez dos nossos tempos em relação aos afetos, as estruturas sociais e a própria efemeridade vida.




Direção: Elias Mouret
Dramaturgia e interpretação: Eron Villar, Júnior Aguiar e Viviane Bezerra
Músicas: Orlando nascimento
Fotografias: Val Lima

Será um prazer recebê-los!


Quase Sólidos
30/01/2011
Teatro Barreto Júnior (Rua Estudante Jeremias Bastos, s/n - Pina)
21h

sexta-feira, janeiro 7

Grão Comum apresenta repertório

O Coletivo Grão Comum inicia semana que vem uma Mostra de seu repertório de espetáculos: Delicado (Daniel Barros), Abanoi - desse lado onde estás (Júnior Aguiar), Mucurana - de mundo afora e história adentro (Asaías Lira) e MARéMUNDO (Arthur Canavarro).
Vale a pena assistir os trabalhos deste Coletivo que prima pela pesquisa e veracidade. Além das apresentações, haverá uma conversa sobre o processo de criação com cada criador. Paralelamente, ocorre uma exposição fotográfica das encenações com autoria de Juan Guimarães .

Programação

Mostra Grão Comum

11 de janeiro (22h) – DELICADO

18 de janeiro (22h) – ABANOI – desse lado onde estás

25 de janeiro (22h) – MUCURANA – de mundo afora e história adentro

01 de fevereiro (22h) – MARéMUNDO



ONDE? MUDA (Rua Capitão Lima, 280. Bairro: Santo Amaro. Telefone: 3032- 1347)

QUANTO? Preço único 10 reais ou ingresso coletivo 30 reais (ingresso com desconto para compra antecipada, possibilitando acesso aos quatro espetáculos)


ESPETÁCULOS
DELICADO expõe uma tragédia brasileira. Daniel Barros se debruçou sobre o universo da obra de Nelson Rodrigues e o foco temático retratado caiu sobre a questão da moralidade. Assim, o espetáculo é a confissão do personagem Eusébio, filho de Macário e Dona Flávia (mãe de sete filhas). Eusébio simboliza a natureza pura do ser humano e as conseqüências dramáticas do seu destino influenciado pela repressão, pelo machismo exacerbado e pelo preconceito de toda uma sociedade. Pois, Eusébio aprendeu: a moralidade é basicamente condenatória. A encenação fala das convenções tecidas pela Moral, coloca em questão a natureza do nosso espírito perguntando: nascemos puros e bons? Somos esses seres generosos e benevolentes ou na verdade descobrimos que não existe bondade natural e que a delicadeza acabou... Somos egoístas, ambiciosos, agressivos, castradores, cruéis, precisamos do dever para nos tornarmos seres morais? Qual natureza possui Eusébio? Sua existência contraria o olhar viciado e cheio de curvas da instituição familiar e da própria sociedade que macula a natureza humana com um machismo exacerbado, retrato de uma sociedade fálica que continua a gerar uma opressão secular sobre a mulher e sobre a própria questão (contraditória) das sexualidades.

ABANOI - desse lado onde estás interliga falas contemporâneas a vozes ancestrais. O espetáculo de Júnior Aguiar conta a seguinte história: Numa reunião, um deus dotado de inteligência é assassinado com uma mistura. Mas do corpo do deus surge um fantasma que reaparece para lembrar tudo o que aconteceu. Através do tempo, o fantasma relembra coisas que não podem ser esquecidas e encarna o anseio da liberdade, não só da pátria, como do próprio ser humano e, principalmente, de todos os povos oprimidos e humilhados. No momento de decifração dos textos identificamos uma mesma voz unir referências seculares, num legítimo jogo de intertextualidade que coloca em diálogo: os brasileiros Augusto dos Anjos(1884-1914) e Machado de Assis(1839-1908); o africano Patrice Lumumba(1925-1961); o grego Nikos Kazantzákis(1883-1957) e Nur-Aya nascido na Mesopotâmia(XVII a.c.)cujo texto originalmente foi escrito em tábuas de barro. É para ocupar a memória e o coração.

MUCURANA - de mundo afora e história adentro mostra a passagem de um peregrino contador de histórias que atravessa o seu país carregando apenas uma bolsa e dentro dela: causos, lendas e cordéis que costuram com a sabedoria popular retalhos da nossa identidade brasileira. Mucurana canta, dança e relembra provérbios, trazendo a tona o conceito simbólico e ancestral do homem sábio que fala ao povo. O espetáculo defende a tradição do contador mambembe de histórias, fazendo engordar o discurso grandioso desta gente brasileira. Mucurana que fala ao povo: alerta o oprimido, faz orgulhoso o preto e também o artista pobre que sempre se posiciona no tabuleiro da fome, da necessidade e da esperança! Suas palavras dizem do preconceito, do dinheiro e do lixo. Suas frases ainda falam do Brasil descoberto pelos índios, das estrelas, da esperança e da liberdade. O espetáculo reafirma o interesse de Asaías Lira(Zaza) em apresentar com “os pés descalços” a condição humana de um povo, que com muito pouco, consegue expressar a dimensão da sua existência.

MARéMUNDO é o quarto e último solo do Coletivo Grão Comum. A encenação de Arthur Canavarro conta a história de Beira-mar. É a odisséia de um pescador pelo desconhecido, atravessando o oceano, por crer na existência de uma ilha que ele precisa chegar. No seu universo, o mar não é simplesmente uma realidade física e biológica, mas povoada por seres humanos e não-humanos, por monstros e divindades e navegá-lo para além do horizonte pode ser visto como produto do desespero e do espanto. É uma narrativa sagrada que vai além dos heróis, dos monstros marítimos, das histórias de sereia e dos desafios irreais. Este homem, na beira-mar, pensa que navegar é preciso porque quando somos surpreendidos, quando acontece algo inesperado ou imprevisível, quando o significado costumeiro das coisas, das ações, dos valores ou das pessoas perde sentido, mudamos ou precisaríamos mudar de rumo para entender o porquê de tudo acontecer.


FOTOGRAFIA
Exposição sobregrãos 16 fotografias de Juan Guimarães compõem um painel visual do trabalho realizado por cada artista. A exposição é “sobre os grãos... sobre cada grão... Sobrepostos um a um... Sobre o que tudo aquilo diz para os mesmos e para os que compartilham dos grãos oferecidos... Sobre as imagens que muitas vezes falam, mas sem o som das palavras... (apenas o silêncio) s obregrãos” descreve Juan. E ainda existem outros motivos: Acompanhar o olhar singular do fotógrafo que percebe a cena no efêmero momento de sua existência. Dialogar com linguagens que, juntas, ampliam nossa percepção artística da obra é o que acontece nesta exposição/relação entre o Teatro e a Fotografia. Agrupar e revelar o conjunto, as sutilezas de cada monólogo. Fazer uma homenagem ao autor das imagens e aos artistas do Coletivo Grão Comum ao expor à tentativa, conjunta, de registrar o belo, o poético e o instante (mais do que PRESENTE) que acontece na cena.

quarta-feira, dezembro 15

Ophélia (parte II)

Também quero escrever umas palavrinhas sobre Ophélia, este singelo espetáculo do DIG, d'Improvizzo Gang. Ophélia me fez lembrar as brincadeiras de infância onde tudo virava qualquer coisa e os adultos eram outros personagens: minha mãe - espiã inimiga infiltrada, meu pai - um agente secreto infiltrado, minha irmã - uma bruxa espiã secreta infiltrada...
Enfim, transcendendo as questões edipianas, tudo e todos eram transformados, remodelados, reformados, desconstruídos e construídos. No teatro é sempre assim e em Ophélia, nós somos platéia, reis, rainhas, príncipes, plebe.
Polly e Mickey e Shakespeare acertam no simples com muito carisma. Acertam no sofisticado com toda a sutileza de quem tem olhos de ver o sutil. Um texto lindo, com músicas (e que letras!), com humor, com dúvidas, com inocência e desvelação.
Num momento Ophélia avisa a uma querida amiga: "Julieta isto vai dar em MERDA!"
No momento seguinte diz: "Morte é silêncio".
E para mim, vida é ancestralidade no aqui e agora: é um vestido de casamento que vira figurino, uma caveirinha com os dentes da atriz, o ar-condicionado fantasma barulhento, a energia do teatro, a memória de Shakespeare e das atrizes-Ophélias, o balé sobre o "lago", os vagalumes que deixam caixas, a materialização do tempo que passa, as interjeições na boca da corte, a plebe com seu dia de vingança ou justiça, a podridão ali ao nosso lado, conosco. Tudo isso é também o espetáculo.
Como escreveu Elias no post abaixo, no fim acredito que não esclareci (e que bom!).

Quem não assistiu tem uma chance na próxima sexta (17/12), no Teatro Joaquim Cardozo. É um espetáculo que vale muito.

Evoé!
Até!


Vivi Bezerra

terça-feira, dezembro 14

Ophélia || d'Improvizzo Gang

Ophélia é Polly, é Paulo, é Shakespeare...
É a corda, acorda, adormece na luz.
São os alunos de cênicas da UFPE,
é a pracinha da Várzea, são as rodas d'Improvizzo.
Provavelmente quem não viu e não conhece
não está entendendo nada do que escrevi até aqui.
Vou tentar esclarecer agora, senão, depois.
Quem não conhece Hamlet? Pois é, ele quase não aparece...
A peça está em cartaz no teatro Joaquim Cardoso.
Sim, é uma peça.
Tempo vai tempo vem e Ophelia surge em algum lugar,
com sua loucura apaixonada, irônica e suave.
Com sua agudeza de punhal e veneno.
Arrasando no violão com uma balada triste
do reino da Dinamarca, vai construindo sua própria corte.
Nós, somos convidados a fazer parte tb
e eu, ai de mim, fiquei como plebe mesmo.
Ophélia é um estado de ligeirezas e pausas
e um convite a catarse de bolinhas de papel
contra os mandatários.
Ás vezes nos apaixonamos na primeira olhada,outras
precisamos ir construindo pouco a pouco (tem hífen aqui?).
Quando será que a pobre filha de Polônio,
apaixonou-se pelo príncipe da Dinamarca?
E ele, só pensando na mãe e no tio.
O coveiro, este sim sabe das coisas,
só não sabe mais que o verme, que por sinal
é um túmulo.
Todo mundo precisa de um coveiro para um conchavo,
uma espécie de conivência e acordo.
Acordo muito necessário para o teatro.
Foi Hamlet que morreu por causa de seu pai,
mas é Ophèlia que usa o vestido de casamento de sua mãe.
As melhores jóias da Dinamarca, à luz mais certeira,
de Cleison, emoldurando as flores na janela.
Ophélia é Polly, que vai traçando um enredo
de contas e contos e nos envolvendo numa trama suicida,
que acontece diante de nós e não percebemos.
Ophélia é Michelloto e suas palavras de moicano,
sua corda estendida, despretensiosa e má intencionada,
um laço, um nó, uma forca fazendo carinho no pescoço.
Ophélia é Shakespeare, para quem entende do mesmo.
Não para quem tem devoção por Bárbara Heliodora,
mas nunca leu uma peça (coisa comum em Recife)
e no máximo já ouviu falar de Romeu e Julieta.
É possível que aproximando-me do final,
não tenha esclarecido quase nada.
Então vá ver a peça, que faz sua última apresentação
próxima sexta-feira e faça seu comentário.
Se não for agora será depois e no fim,
estar pronto, é tudo!

eliasmouret

sexta-feira, outubro 29

TV TRUPE – FERNANDO PESSOA NO JOAQUIM CARDOZO – EM ULTIMA APRESENTAÇÃO

Neste próximo domingo, dia 31.out. as 20h, acontecerá a ultima apresentação de “Odemar” nas dependências do Teatro Joaquim Cardozo,na Madalena - Recife. A montagem é uma adaptação da obra de Fernando Pessoa, Ode Marítima, com Direção e Performance de Sebastião Simão Filho.
Independente do resultado da eleição, a produção garante que o espetáculo vai acontecer, por sinal o ultimo dessa temporada, neste domingo 31 de out.
A TV TRUPE foi lá conferir! É só um clic!

TV TRUPE - ODEMAR - ULTIMA APRESENTAÇÃO por trupedecopas no Videolog.tv.

segunda-feira, agosto 9

Ampliação e Abertura dos Teatros em Pernambuco

Hoje acordei pensando em muitas coisas...
O público que desaparece dos teatros de Pernambuco
Os teatros fechados...
Os teatros que funcionam de forma precária
Os constantes festivais...
Resolvi tentar compreender um pouco mais das relações possíveis entre estes fenômenos, apontar algumas saídas e quem sabe abrir uma discussâo sobre o uso dos recursos por estas bandas.
A questão do público é interessante.
Alguns se inclinam para uma visão psicologizante do problema ou de cunho sociológico, onde o fazer artístico deve ser repensado... também surgem as questões de segurança e quebra de paradigmas sociais como determinantes para a apreciação do teatro.
Embora não descarte estas questões, acredito que as mesmas não são o principal motivo do afastamento do público teatral.
No meu modo de ver a principal causa é estruturante e se desdobra em alguns fatores: programação irregular e intermitente; a administração dos espaços existentes com sua infra-estrutura precária; uma completa ausência de planejamento de longo prazo; mídia inexistente para os teatros que estão abertos; teatros fechados e uma concentração das casas de espetáculos em um mesmo “eixo” da cidade.
É claro para qualquer um que trabalhe com teatro em Pernambuco que nossos espaços culturais, não conseguem oferecer boas condições de trabalho. Funcionários mal treinados e desmotivados, administradores sem recursos e sem apoio, ausência de programação permanente e de qualidade são coisas que encontramos quase sempre.
Até que ponto uma programação regular pode trazer público para o teatro?
Em minhas andanças pelo “eixo” Rio-Sampa, nestes espaços culturais( não apenas teatrais) como Centro Cultural Banco do Brasil (RJ e SP) Oi Futuro (RJ) Galeria Olido (SP) SESC (SP) e Outros, pude observar claramente que os espaços culturais formam um público cativo partindo de uma programação de qualidade.
É claro que podemos argumentar que estes espaços dispõem de maiores recursos. Sem dúvida, mas quem frequenta estes lugares não vai ali pensando que o Banco do Brasil tem mais dinheiro que a prefeitura do Recife, ele vai por saber que naquele dia específico alguma coisa boa (quase sempre, mas não sempre) vai estar acontecendo e que ele não corre o risco de dar com a cara na porta de um teatro fechado, coisa comum em nossa cidade.
É imprescindível para a formação de público que os espaços tenham alguma identidade e uma programação regular... não se consegue formar público fazendo um mês de apresentações de teatro para a infância e juventude as domingos, por exemplo e passando os dos meses seguintes com o teatro fechado nestes mesmos domingos... nunca vi funcionar em lugar algum.
O raciocínio é simples: Imagine que vc compra pão numa padaria que vc nunca sabe se vai fazer ou não o pão naquele dia, vc não sabe o tipo de produto que oferece, nem mesmo se vai abrir.
Vc vai virar cliente?
Outro fator importante e que nós não devemos deixar de observar, é que manter teatros fechados durante anos é uma péssima propaganda para o teatro. Ou alguém pensou que estas reformas eternas, estes teatros que só abrem esporadicamente, os que nunca abrem, não tem um efeito negativo no público?
Vamos lá que hj estou profundamente didático: O cidadão sai de casa e encontra o mercado que ele frequenta (uma dessas redes, por exemplo) fechado... vai para outro bairro e surpresa... fechado. Num terceiro bairro pasmem. Fechado!
O que ele vai pensar? Faliu! Os negócios não vão bem! Viu meu filho, teatro não tem futuro, quando vc vai arranjar um emprego?
Portanto a minha defesa é da abertura de todos os espaços cênicos da cidade, contratação de pessoal qualificado e motivado para administrar os mesmos ( com grana lógico) e abertura de outros teatros na cidade e em outras cidades.
Já defendi esta proposta aqui em outro momento, mas vou tentar explicitar e ligar as pontas com os festivais citados acima.
Acabou o Festival de Inverno, foi o vigésimo. Para o festival diversas estruturas são contratadas, lonas, palcos, iluminação sonorização e tudo o mais... ou seja dinheiro. Mas estas estruturas que são contratadas todo ano, não ficam na cidade... elas poderiam, sabia? Há equipamentos ( teatros, tendas ,espaços culturais) de grande durabilidade que poderiam substituir estas estruturas que só funcionam durante os eventos.
As estruturas permanentes ficariam na cidade onde o festival é realizado, funcionando como um espaço cultural ... uma rede estadual de espaços culturais.
Claro que as pessoas que alugam não gostariam, mas agradar a todos ainda não é possível.
O Exemplo de Garanhuns e do Festival de Inverno é apenas o mais conhecido por mim, sou da cidade e comecei meu trabalho artístico lá. É incrível ver por exemplo toda aquela iluminação, som, equipamentos alugados durante vinte anos de festival e constatar que o Centro Cultural da Cidade não tem condições técnicas de receber espetáculos ( falta equipamento de luz, o som não é bom e etc). Não seria mais fácil comprar? Claro que é mais caro no primeiro momento, mas quem só pensa no primeiro momento, não passa da orelha do livro.
O benefício para as cidades seria imenso se as estruturas ficassem funcionando.
Estas mesmas estruturas podem formar uma rede de teatros nos bairros da região metropolitana. Custo inicial maior que vai sendo amortecido com o passar dos anos.
E voltamos para o público...
Uma rede de teatros nos bairros da Região Metropolitana (pra começar) tiraria o teatro do “Eixo” Recife Antigo-Boa Vista e levaria o teatro para outras áreas da cidade, abrindo a possibilidade de conquistar e conhecer outros públicos, desde que mantida uma programação regular, quero insistir.
Vc pode achar estranho esta mistura de assuntos, os festivais, público, teatros fechados... mas não há estranhamento.
Não sou contra os festivais, apenas acredito que há festivais e festivais e que os recursos não deveriam ser passados para cidades que não tem secretaria de cultura independente(nada de secretaria de educação, turismo, esporte ou coisa do gênero) e não tem um plano de políticas públicas para a cultura. Gastar dinheiro sem construir uma infra-estrutura permanente para a cultura é uma visão de curtíssimo prazo. Colocar dinheiro na mão de municípios que também não apoiam os artistas locais é indecente. Se o dinheiro é pouco é melhor usar bem.
Penso que publico só vem com valorização do artista e do espaço cultural.
Imagine vc artista que acabou de montar seu espetáculo com dinheiro recebido através do Funcultura ou da Funarte, se depois de montado, vc pudesse circular com seu espetáculo por esta rede de espaços culturais? Sim, apresentando nos bairros da região metropolitana e nas cidades do interior?
Estas estruturas poderiam ser compradas pelo estado ou governo federal e a manutenção ficar em parceria, estado-municipio e iniciativa privada. Pra finalizar coloco os sites de um teatro móvel de Sampa e de uma empresa em Portugal, mas que vende para o Brasil, que oferece estruturas que podem ser usadas como espaço cultural...
Hoje acordei pensando em muitas coisas e outras mais...


elias mouret

http://engenhoteatral.wordpress.com/

http://www.domeworld.pt/

sexta-feira, agosto 6

Teatro de Fronteira

Vale muito a pena ler este texto do Rodrigo Dourado publicado no blog do Teatro de Fronteira.
Temporada Chat: MAIS UM ESPETÁCULO COMERCIAL ARRASA-QUARTEIRÃO NO ...: "Por Rodrigo Dourado Todo fim de semana, Recife recebe um espetáculo arrasa-quarteirão nalgum teatrão da cidade: Santa Isabel, UFPE, Guarara..."

sexta-feira, julho 30

TEATRO

O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO - CIA. SANTA-FOGO
TEATRO APOLO - BAIRRO DO RECIFE - SAB. e DOM. às 20h
Ingressos na bilheteria do teatro - $ 10 e 05
Veja o vídeo com imagens do espetáculo:





"O AMOR DE CLOTILDE POR UM CERTO LEANDRO DANTAS"

SÁBADO E DOMINGO 19h

SESC DE CASA AMARELA

R$ 10 E R$ 5




DIVIRTA-SE!

quarta-feira, julho 28

TV Trupe // O Homem da Cabeça de Papelão

O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO marca os sete anos de atividades artísticas da Cia. Santa-Fogo. Concebido a partir do conto homônimo, do autor João do Rio (1881-1921), o espetáculo apóia-se nas técnicas da Mímica Corporal Dramática, de Etienne Decroux (1898-1991), de usos e possibilidades das máscaras expressivas e neutras, de preceitos da antropologia Teatral, do hibridismo decorrente entre as linguagens do teatro, performance, música e dança contemporânea, propondo uma intervenção cênica de caráter espacial, sonoro e visual, levando em consideração as imagens contidas no texto.
Magistralmente escrito, O HOMEM DA CABEÇA DE PAPELÃO possui um conteúdo ficcional luxurioso e requintado, fala de amor, vício, crime, chegando ao horror e ao exotismo guiado por uma narrativa de passional vivacidade, tendo sido eleito recentemente como um dos cem melhores contos da literatura brasileira. O texto é uma crítica a um certo país do Sol e aos seus habitantes, os solares. Nele, o autor descreve com minúcia os hábitos da população e, em especial, os de Antenor. Sujeito que só tinha um defeito: Dizer a VERDADE.

quinta-feira, julho 22

TV TRUPE - SOBRE UM PAROQUIANO

“Sobre Um Paroquiano” - Espetáculo da Compassos Cia de Danças, baseado na obra de Hermilo Borba Filho. Em cena 05 bailarinos e uma estória que é contada pelo corpo e a palavra propriamente dita. Você pode ver o espetáculo trocando de cadeira enquanto o mesmo acontece. Segundo o Diretor Raimundo Branco, isso é para o publico aproveitar a diversidade de ângulos de visão que a fotografia coreográfica do espetáculo oferece.
Sábados e Domingos até o dia 01 de agosto, Teatro Hermilo Borba Filho, Recife Antigo. Vai lá!!!
A TV TRUPE foi conferir o ensaio técnico.
É um clic para conferir: