terça-feira, novembro 30

Teatro! (parte II)

É mesmo uma experiência ir ao teatro. Mas, o quanto nos disponibilizamos as emoções? Quanto nos permitimos correr perigos, andar numa corda bamba, desestabilizar nossa pseudo vida "estruturada"? Assistimos aos espetáculos com olhos de ver o quê? Bons atores, boa música e uma luz surpreendente? Olhos de quem quer comer a obra, a vida, regurgitar? Olhos de calar por não ter palavras que verdadeiramente expressem? Olhos de gritar mil vezes para se fazer ouvir ou simplesmente desabafar?
Qual o nosso papel de espectador? Papel de arroz, digestivo, macio, que desmancha fácil? Papel de embrulhar prego, pesado, doído, endurecido?
Vi o espetáculo Comunicação a uma academia, saí do teatro pensando: "Puxa, somos mesmos uns fudidos...", mas voltando para casa vi uma lua imensa no céu, que lua linda! E de novo a consciência do dual...

Torço pelo teatro, por nós artistas, por nossos gestores.
Tenho fé no trabalho artístico e na nossa percepção.
Anseio por mais união entre todos nós artistas, pelo nosso crescimento.
Mais uma vez valeu!
Até!

Vivi Bezerra

Para ler um pouco sobre os espetáculos apresentados no 13º FRTN clique aqui.

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