sexta-feira, novembro 7

Etc e Tal - Passeio

É um novo dia! Nós atravessamos as pontes e observamos as águas, o cheiro fétido nos ataca.
Os mercados de São José, Boa Vista, Santo Amaro, Casa Amarela e outros...são uma teia,
cheios de moscas, mondrongos e brilhantes coisas.
Um passo à frente e ela jogaria o papel no lixeiro, mas não!
Na folha estava escrito um manifesto, um poema ou uma receita de lentilhas com casca de laranja.
Um manifesto a favor dos manifestos, dos poemas, das lentilhas e laranjas.
Tudo está nos mercados, nos bairros, ou deveria. Quanto custa uma dúzia de bananas no Ibura?
E a exposição passa pelas belas galerias fluviais, até o mar...serpenteando entre vi não vi
gostei não gostei
De cada lugar se desprende um sem fim de energia, de luz, de criação.
A aranha tece a teia que tece a aranha ( O Capital, TOMO XXI, Cap. 123).
Os barquinhos deslizam nas teias dos rios, sobem e descem a remo.
Nos braços, novos coletivos os impulsionam.
Enquanto isso as torres gêmeas - carinhosamente chamadas de Sandy e Junior pelos neoboêmios-
elevam-se no aterro.
E os impertinentes gritam: "Osama nas Alturas"
Kabum! Ela caiu num buraco de pedras portuguesas, que aqui chamamos calçada.
Estava de plataforma de embarque e desembarque.
Ancoramos no porto digital e vamos torcer para uma peça boa no centro Apolo-Hermilo
Pagando o ingresso.
Depois amarra a fitinha do Senhor do Bonfim no Pátio de São Pedro e estica até a Várzea,
Bomba do hemetério, Bongi e Alto do Capitão
E se nossos coletivos fossem para os bairros?
O papel finalmente caiu na lama, desprendendo um sem fim de energia!


Postado por Elias Mouret

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